segunda-feira, 31 de março de 2008



Para lá de ti


Sei que para lá de ti,
há outros rios,

outros sóis,

outras marés,

que eu não aprendi.


Mas quero-te,

apesar daquilo que não és.

Sei que para lá de ti,

há castelos com tesouros que não mereço,

um céu que ri.

E amo-te ainda,

por aquilo que desconheço.


Sei que para lá de ti,

espreitam negruras e carreiros de solidão,

que já percorri.

Partir, será ainda solução?
Manuel Filipe

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